Thursday, 10 April 2014

Liga Europa, 2ª meia-final em 3 temporadas.


Depois de 2011/12, com o Sporting, eis Daniel Carriço em 2013/14 novamente apurado para a meia-final de uma competição Europeia de futebol. É muito satisfatório observarmos bons jogadores (de quem gostamos) somarem bons desempenhos e bons resultados em bons clubes de muito bons campeonatos. Note-se que além da carreira na Liga Europa, Sevilla FC é neste momento o 5º classificado em Espanha. Por mais mediano que se paute o percurso do FCP ao longo da época, 4-1 é sob qualquer critério um resultado estrondoso para o clube da Andalúzia, porque alcançado frente a um dos mais notórios emblemas das provas da UEFA.

Muitos parabéns ao ex-defesa e capitão do Sporting.

Wednesday, 9 April 2014

Há dúvidas?

Para chegar ao sucesso há equipas que além de competência precisam (ou) que a concorrência fique aquém das suas possibilidades ou daquela pontinha de felicidade que em momentos cirúrgicos protege os vencedores. O Atlético não é uma dessas equipas. Para o conjunto de Simeone não interessa quem está do outro lado, já que a qualidade dos adversários não os faz jogar pior. De igual modo, na mente dos seus jogadores, nunca a dificuldade da tarefa os atemoriza ou inferioriza. Tudo o que têm alcançado (e poderão ainda alcançar) é fruto de muita qualidade e de um trabalho admirável.

Que um jogador fino e especial como Tiago faça parte desta caminhada é qualquer coisa de magnifíco. Jogadores como o Tiago merecem boas equipas e a Liga dos Campeões merece futebolistas como o Tiago.

Saturday, 29 March 2014

Política de honestidade. É tão bom.

«O árbitro do jogo errou, tal como errou o treinador do Sporting, tal como errou o treinador do Vitória e tal como erraram os jogadores das duas equipas».


(Concorda com a ideia de que o Benfica não merece estar em 1º lugar?)
«Não me compete comentar as palavras de outros elementos do Sporting (...) As equipas no topo têm todo o mérito no lugar que ocupam».

Rojo, Maurício, Carlos Mané, Heldon, Slimani e Capel. A bola rola há 7 minutos ...

Não tanto pelo adversário, esta noite o Sporting terá pela frente um jogo bastante difícil (a par de outros no passado recente). A par de outros no passado recente, esperemos que se salve o resultado final. No banco sentam-se E. Dier, F. Montero, A. Martins, Vitor e A. Carrillo.

Sunday, 23 March 2014

Sometimes you surprise the goalkeeper and sometimes the goalkeeper surprises you

Longe vai o tempo que via as balizas do FC Barcelona guardadas por indivíduos especiais. Indivíduos como o senhor na imagem.
Neste FCB há 2 jogadores que me 'incomodam' especialmente: Fàbregas e Valdés. Se o primeiro é um bom jogador do qual não gosto, o segundo é simplesmente um mau guarda-redes. Para seu infortúnio, além de um guarda-redes (no limite) razoável, é constantemente nos duelos frente a Real Madrid um dos elos mais fracos. Da mesma forma que o primeiro golo do jogo fragilizou emocionalmente o Real Madrid e foi o grande responsável por 2 ou 3 ocasiões de golo em menos de 10 minutos, o 'frango' de Valdés a cabeceamento do fantástico Benzema foi responsável pelas sucessivas ocasiões de golo que o Real Madrid dispôs também em poucos minutos.

É pena. No lugar de 2-2, o FC Barcelona poderia ter ido para intervalo a vencer por 2-0 ou 2-1. Teria feito toda a diferença.

Debemos ser el Barça.

Ser valientes. Si no somos eso, lo pasaremos mal. - Andrés Iniesta

Na noite de todas as decisões (para um dos envolvidos), o histórico e mítico Sporting Clube de Portugal endossa e aplaude o FC Barcelona. Daqui a alguns minutos Víctor Valdés, Dani Alves, Piqué, Mascherano, Jordi Alba, Xavi, Busquets, Iniesta, Fábregas, Messi e Neymar silenciarão uma vez mais o Barnabéu. Força Barça.

Saturday, 22 March 2014

In 10 minutes we destroyed them


Passaram muitas épocas (10 ou mais) desde que o Arsenal disse pela última vez 'presente' na luta pelo título em Inglaterra. Este ano pareciam finalmente de regresso. Derrotas por 6-3 em Manchester (City), 5-1 em Anfield (Liverpool) e 6-0 em Stamford Bridge (Chelsea): pela primeira vez em 17 anos Arsène Wenger falhou a conferência de imprensa pós-jogo.

Não lhe deverão faltar motivos para reflectir ...

Thursday, 20 March 2014

Prioridades trocadas.

Uma das características que diferencia o futebol Inglês de outros como o Português é a forma como se vive o jogo. Em Inglaterra, contexto geograficamente próximo mas culturalmente distante, a importância dada ao futebol centra-se quase por inteiro no evento que toma lugar nos estádios dos clubes, em relvados que acolhem jogadores e bancadas que acolhem adeptos. Esse evento é o jogo. Terminado o jogo, em intervalos de tempo que por norma não excedem os 3 dias, o espaço na imprensa (escrita ou televisionada) continuará a focar-se no encontro de futebol. Os lugares de comentador vêem-se preenchidos por jogadores de futebol (ainda em actividade ou já retirados) e os principais temas em debate relacionam-se com a prestação das equipas. Os protagonistas que servem de objecto à discussão são os treinadores e jogadores. Quase-exclusivamente, os intérpretes que dão voz a eventuais guerras de palavras são os treinadores das equipas.

Em Portugal o sistema funciona de forma muito diferente. Com o destaque vedado a jogadores e treinadores as atenções dispersam noutro sentido. Os adeptos aprovam já que no topo das suas preferências também não está o jogo. Antes, a intriga e a arbitragem. Em Portugal o futebol é secundário e serve meramente de pretexto ou anúncio ao evento principal. Reservado não para os dias de jogo mas para os dias entre segunda e sexta, os grandes protagonistas do futebol Português são os seus dirigentes. É costume dizer-se que os adeptos em Portugal não merecem este futebol. Eu discordo.

Monday, 17 March 2014

O Sporting e as arbitragens.

Exactamente na semana em que concentrou esforços no sentido de chamar atenção para os prejuízos de que foi vítima, quis o destino que o Sporting vencesse o FCP com um golo irregular. De acordo com os critérios por si enunciados, no modo ligeiro como promoveu a discórdia, que leitura poderia ser feita da falha da equipa de arbitragem e respectivo golo? Qualquer coisa como: vitória pela margem mínima e 3 pontos conquistados em resultado directo de um erro de arbitragem. Ainda em resultado directo de um erro de arbitragem, para efeitos de classificação, 5 pontos de avanço na disputa pela qualificação directa para a LC. Tal seria a aparência, ou a proclamada «verdade dos números». Mas seria também disparatado.
O que é real conta-nos uma história diferente, sujeitando a vitória à equipa que se revelou melhor preparada e que ao longo dos 90 minutos foi mais competente. Não obstante um jogo a espaços mal-conseguido, tendo ficado (como exemplo) aquém do que produzira no encontro para a Taça da Liga frente ao mesmo adversário, o Sporting fez ontem o suficiente para se superiorizar ao FCP e vencer o jogo de forma justíssima. Esta é a verdade. Outrossim, ocupa o 2º lugar do campeonato porque ao longo da prova, semana após semana, na disputa com os restantes emblemas, a equipa de Leonardo Jardim tem-se revelado mais regular e superior ao FCP.

Em matéria de arbitragens, na relação com pontos / classificações, exigindo posturas imparciais, o Sporting pode e deve manifestar o seu desagrado por decisões tendenciosas que o prejudiquem. Fazendo-o, não deverá socorrer-se de demagogia ou da redacção de comunicados foleiros que expõem os seus dirigentes ao ridículo. Não foram evidentemente erros de árbitros que ditaram ao Sporting o 7º lugar da época anterior, nem são erros de árbitros que nesta época o colocam no 2º lugar atrás de Benfica.

Monday, 3 March 2014

Sporting CP na rota do título.

Olhados até ao momento os trajectos de Sporting CP, Benfica e FC Porto (aquilo que já fizeram), e olhado o potencial de qualidade de cada uma das equipas (capacidade, campo das possibilidades à entrada para cada jogo), é fácil e honesto atribuir ao Benfica o estatuto de principal candidato ao título.
Já o era há 6 meses. Permanece hoje. Nestas circunstâncias, poderá o Sporting derrotar o favoritismo do seu rival e terminar a época no 1º lugar do campeonato? Sem dúvida que pode. Se a capacidade das equipas não reflecte totalmente a distância que as separa na tabela, há um elemento que em condições normais influenciará (deseja-se, de forma decisiva) o percurso de ambos: calendário. Com 9 jogos pela frente e sem que o rival na luta pelo título possa disputar-nos mais pontos em confronto directo, será possível com alguma felicidade vermos o Sporting somar 9 vitórias em outros tantos desafios. O Benfica, por seu turno, dificilmente sairá vitorioso de todos os seus encontros, não se afigurando descabido que dos 16 ou 18 jogos que ainda tem pela frente, alguns daqueles que não irá vencer se insiram na prova de campeonato. Evidentemente, a questão do calendário não se relaciona com outras de natureza física já que nem Sporting ou Benfica sofreram / sofrem / sofrerão de problemas oriundos de desgaste físico dos seus jogadores. Reforçando as suas próprias responsabilidades, além das 9 rondas de campeonato que o aguardam - última das quais na cidade Invicta, a equipa de Jorge Jesus conhecerá as decisões no duplo-embate com o FC Porto nas meias-finais da Taça de Portugal, a meia-final ainda com FCP para a Taça da Liga, hipoteticamente as respectivas finais de ambas as competições e sobretudo o caminho que ainda percorrerá na Liga Europa (2, 4, 6 ou mais jogos, ninguém sabe), competição sem dúvida mais entusiasmante relativamente ao campeonato Português, para adeptos e jogadores.

Fundamentalmente, a época do Sporting está no fim.
Em oposição, a temporada do Benfica ainda vai a meio.

Ao nível de comunicação, este momento é talvez indicado para que o Sporting exerça ou tente exercer alguma efectiva pressão sobre o Benfica, exprimindo sem exageros ambição pela conquista do título Nacional.
Poderá o Sporting vencer os 9 jogos que tem pela frente? Claro que sim. Irá o Benfica vencer os 16 ou mais jogos que tem pela frente? Claro que não. Apesar da competência exibida em virtude do treinador e jogadores que tem, o Benfica como instituição não aspira a mais do que 4 ou 5 vitórias consecutivas. Deste modo, esperemos que daqui para a frente os jogos sem vencer coincidam pelo menos com duas das jornadas que ainda realizará para o campeonato. Daqui para a frente, já que ontem essa possibilidade viu-se infelizmente anulada.

Liga Europa, 2ª meia-final em 3 temporadas.


Depois de 2011/12, com o Sporting, eis Daniel Carriço em 2013/14 novamente apurado para a meia-final de uma competição Europeia de futebol. É muito satisfatório observarmos bons jogadores (de quem gostamos) somarem bons desempenhos e bons resultados em bons clubes de muito bons campeonatos. Note-se que além da carreira na Liga Europa, Sevilla FC é neste momento o 5º classificado em Espanha. Por mais mediano que se paute o percurso do FCP ao longo da época, 4-1 é sob qualquer critério um resultado estrondoso para o clube da Andalúzia, porque alcançado frente a um dos mais notórios emblemas das provas da UEFA.

Muitos parabéns ao ex-defesa e capitão do Sporting.

Há dúvidas?

Para chegar ao sucesso há equipas que além de competência precisam (ou) que a concorrência fique aquém das suas possibilidades ou daquela pontinha de felicidade que em momentos cirúrgicos protege os vencedores. O Atlético não é uma dessas equipas. Para o conjunto de Simeone não interessa quem está do outro lado, já que a qualidade dos adversários não os faz jogar pior. De igual modo, na mente dos seus jogadores, nunca a dificuldade da tarefa os atemoriza ou inferioriza. Tudo o que têm alcançado (e poderão ainda alcançar) é fruto de muita qualidade e de um trabalho admirável.

Que um jogador fino e especial como Tiago faça parte desta caminhada é qualquer coisa de magnifíco. Jogadores como o Tiago merecem boas equipas e a Liga dos Campeões merece futebolistas como o Tiago.

Política de honestidade. É tão bom.

«O árbitro do jogo errou, tal como errou o treinador do Sporting, tal como errou o treinador do Vitória e tal como erraram os jogadores das duas equipas».


(Concorda com a ideia de que o Benfica não merece estar em 1º lugar?)
«Não me compete comentar as palavras de outros elementos do Sporting (...) As equipas no topo têm todo o mérito no lugar que ocupam».

Rojo, Maurício, Carlos Mané, Heldon, Slimani e Capel. A bola rola há 7 minutos ...

Não tanto pelo adversário, esta noite o Sporting terá pela frente um jogo bastante difícil (a par de outros no passado recente). A par de outros no passado recente, esperemos que se salve o resultado final. No banco sentam-se E. Dier, F. Montero, A. Martins, Vitor e A. Carrillo.

Sometimes you surprise the goalkeeper and sometimes the goalkeeper surprises you

Longe vai o tempo que via as balizas do FC Barcelona guardadas por indivíduos especiais. Indivíduos como o senhor na imagem.
Neste FCB há 2 jogadores que me 'incomodam' especialmente: Fàbregas e Valdés. Se o primeiro é um bom jogador do qual não gosto, o segundo é simplesmente um mau guarda-redes. Para seu infortúnio, além de um guarda-redes (no limite) razoável, é constantemente nos duelos frente a Real Madrid um dos elos mais fracos. Da mesma forma que o primeiro golo do jogo fragilizou emocionalmente o Real Madrid e foi o grande responsável por 2 ou 3 ocasiões de golo em menos de 10 minutos, o 'frango' de Valdés a cabeceamento do fantástico Benzema foi responsável pelas sucessivas ocasiões de golo que o Real Madrid dispôs também em poucos minutos.

É pena. No lugar de 2-2, o FC Barcelona poderia ter ido para intervalo a vencer por 2-0 ou 2-1. Teria feito toda a diferença.

Debemos ser el Barça.

Ser valientes. Si no somos eso, lo pasaremos mal. - Andrés Iniesta

Na noite de todas as decisões (para um dos envolvidos), o histórico e mítico Sporting Clube de Portugal endossa e aplaude o FC Barcelona. Daqui a alguns minutos Víctor Valdés, Dani Alves, Piqué, Mascherano, Jordi Alba, Xavi, Busquets, Iniesta, Fábregas, Messi e Neymar silenciarão uma vez mais o Barnabéu. Força Barça.

In 10 minutes we destroyed them


Passaram muitas épocas (10 ou mais) desde que o Arsenal disse pela última vez 'presente' na luta pelo título em Inglaterra. Este ano pareciam finalmente de regresso. Derrotas por 6-3 em Manchester (City), 5-1 em Anfield (Liverpool) e 6-0 em Stamford Bridge (Chelsea): pela primeira vez em 17 anos Arsène Wenger falhou a conferência de imprensa pós-jogo.

Não lhe deverão faltar motivos para reflectir ...

Prioridades trocadas.

Uma das características que diferencia o futebol Inglês de outros como o Português é a forma como se vive o jogo. Em Inglaterra, contexto geograficamente próximo mas culturalmente distante, a importância dada ao futebol centra-se quase por inteiro no evento que toma lugar nos estádios dos clubes, em relvados que acolhem jogadores e bancadas que acolhem adeptos. Esse evento é o jogo. Terminado o jogo, em intervalos de tempo que por norma não excedem os 3 dias, o espaço na imprensa (escrita ou televisionada) continuará a focar-se no encontro de futebol. Os lugares de comentador vêem-se preenchidos por jogadores de futebol (ainda em actividade ou já retirados) e os principais temas em debate relacionam-se com a prestação das equipas. Os protagonistas que servem de objecto à discussão são os treinadores e jogadores. Quase-exclusivamente, os intérpretes que dão voz a eventuais guerras de palavras são os treinadores das equipas.

Em Portugal o sistema funciona de forma muito diferente. Com o destaque vedado a jogadores e treinadores as atenções dispersam noutro sentido. Os adeptos aprovam já que no topo das suas preferências também não está o jogo. Antes, a intriga e a arbitragem. Em Portugal o futebol é secundário e serve meramente de pretexto ou anúncio ao evento principal. Reservado não para os dias de jogo mas para os dias entre segunda e sexta, os grandes protagonistas do futebol Português são os seus dirigentes. É costume dizer-se que os adeptos em Portugal não merecem este futebol. Eu discordo.

O Sporting e as arbitragens.

Exactamente na semana em que concentrou esforços no sentido de chamar atenção para os prejuízos de que foi vítima, quis o destino que o Sporting vencesse o FCP com um golo irregular. De acordo com os critérios por si enunciados, no modo ligeiro como promoveu a discórdia, que leitura poderia ser feita da falha da equipa de arbitragem e respectivo golo? Qualquer coisa como: vitória pela margem mínima e 3 pontos conquistados em resultado directo de um erro de arbitragem. Ainda em resultado directo de um erro de arbitragem, para efeitos de classificação, 5 pontos de avanço na disputa pela qualificação directa para a LC. Tal seria a aparência, ou a proclamada «verdade dos números». Mas seria também disparatado.
O que é real conta-nos uma história diferente, sujeitando a vitória à equipa que se revelou melhor preparada e que ao longo dos 90 minutos foi mais competente. Não obstante um jogo a espaços mal-conseguido, tendo ficado (como exemplo) aquém do que produzira no encontro para a Taça da Liga frente ao mesmo adversário, o Sporting fez ontem o suficiente para se superiorizar ao FCP e vencer o jogo de forma justíssima. Esta é a verdade. Outrossim, ocupa o 2º lugar do campeonato porque ao longo da prova, semana após semana, na disputa com os restantes emblemas, a equipa de Leonardo Jardim tem-se revelado mais regular e superior ao FCP.

Em matéria de arbitragens, na relação com pontos / classificações, exigindo posturas imparciais, o Sporting pode e deve manifestar o seu desagrado por decisões tendenciosas que o prejudiquem. Fazendo-o, não deverá socorrer-se de demagogia ou da redacção de comunicados foleiros que expõem os seus dirigentes ao ridículo. Não foram evidentemente erros de árbitros que ditaram ao Sporting o 7º lugar da época anterior, nem são erros de árbitros que nesta época o colocam no 2º lugar atrás de Benfica.

Sporting CP na rota do título.

Olhados até ao momento os trajectos de Sporting CP, Benfica e FC Porto (aquilo que já fizeram), e olhado o potencial de qualidade de cada uma das equipas (capacidade, campo das possibilidades à entrada para cada jogo), é fácil e honesto atribuir ao Benfica o estatuto de principal candidato ao título.
Já o era há 6 meses. Permanece hoje. Nestas circunstâncias, poderá o Sporting derrotar o favoritismo do seu rival e terminar a época no 1º lugar do campeonato? Sem dúvida que pode. Se a capacidade das equipas não reflecte totalmente a distância que as separa na tabela, há um elemento que em condições normais influenciará (deseja-se, de forma decisiva) o percurso de ambos: calendário. Com 9 jogos pela frente e sem que o rival na luta pelo título possa disputar-nos mais pontos em confronto directo, será possível com alguma felicidade vermos o Sporting somar 9 vitórias em outros tantos desafios. O Benfica, por seu turno, dificilmente sairá vitorioso de todos os seus encontros, não se afigurando descabido que dos 16 ou 18 jogos que ainda tem pela frente, alguns daqueles que não irá vencer se insiram na prova de campeonato. Evidentemente, a questão do calendário não se relaciona com outras de natureza física já que nem Sporting ou Benfica sofreram / sofrem / sofrerão de problemas oriundos de desgaste físico dos seus jogadores. Reforçando as suas próprias responsabilidades, além das 9 rondas de campeonato que o aguardam - última das quais na cidade Invicta, a equipa de Jorge Jesus conhecerá as decisões no duplo-embate com o FC Porto nas meias-finais da Taça de Portugal, a meia-final ainda com FCP para a Taça da Liga, hipoteticamente as respectivas finais de ambas as competições e sobretudo o caminho que ainda percorrerá na Liga Europa (2, 4, 6 ou mais jogos, ninguém sabe), competição sem dúvida mais entusiasmante relativamente ao campeonato Português, para adeptos e jogadores.

Fundamentalmente, a época do Sporting está no fim.
Em oposição, a temporada do Benfica ainda vai a meio.

Ao nível de comunicação, este momento é talvez indicado para que o Sporting exerça ou tente exercer alguma efectiva pressão sobre o Benfica, exprimindo sem exageros ambição pela conquista do título Nacional.
Poderá o Sporting vencer os 9 jogos que tem pela frente? Claro que sim. Irá o Benfica vencer os 16 ou mais jogos que tem pela frente? Claro que não. Apesar da competência exibida em virtude do treinador e jogadores que tem, o Benfica como instituição não aspira a mais do que 4 ou 5 vitórias consecutivas. Deste modo, esperemos que daqui para a frente os jogos sem vencer coincidam pelo menos com duas das jornadas que ainda realizará para o campeonato. Daqui para a frente, já que ontem essa possibilidade viu-se infelizmente anulada.